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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Ri melhor quem ri gostoso

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Até onde se sabe, o riso é privilégio da espécie humana. Aliás, se não me falha a Wikipédia, há uma área do conhecimento que trata especialmente do riso (humano, obviamente), a gelotologia.

Macacos, quando supostamente sorriem, só arreganham os dentes – mera e instintiva expressão para ritos de socialização, corte ou competição. Quanto aos simpáticos golfinhos, a sugerir nos “lábios” certo sorriso amistoso, o tal “sorriso” não é mais que o produto do desenho da boca de um predador comedor de peixes – e dos mais eficientes. Cachorrinhos domésticos também seriam, segundo seus “donos”, capazes de sorrir – só se for no embotado entendimento dos mesmos donos que os vestem como se fossem guris e que lhes promovem belas festas de aniversário com direito a algodão-doce que eles nunca vão comer e a velinhas que eles nunca vão assoprar.

Na verdade, quem sorri, em essência, e de fato, somos nós, os seres humanos. Ou alguns de nós, seres humanos...

Mesmo entre os humanos, cujo sorriso pode ser confirmado pela genética, ele é raro – o sorriso autêntico, pelo menos, é raro. O que dizer então da gargalhada, esse fenômeno tão exclusivamente nosso, e ainda mais raro que o sorriso?...

Das pessoas que conheço ou conheci, há muitas que nunca vi gargalhar. Sorrisos contidos, daqueles exclusivamente humanos, deles até há muitos por aí. Mas gargalhadas... Poucos têm esse talento. Meu pai jamais gargalhava, muito embora fosse capaz de um sorriso franco, às vezes enternecido, jamais sem propósito. Minha mãe, ao contrário, sempre gargalhou. Minha mãe gargalha se cai um garfo, que dirá se a piada for boa. E para felicidade do mundo, continua gargalhando.

Então, acho que já é boa hora para revelar o porquê de todo esse ensaio. Tudo isso é pra dizer que há uma gargalhada que me comove em particular. Se não apenas pela lindeza – porque a rizada dela é linda – ou pela franqueza – porque a rizada dela é genuína –, mas também porque gargalhamos juntos o tempo todo. Aliás, das tantas coisas que gosto nela, uma que me fascina em particular é o seu talento para sorrir, para rir e para gargalhar... Né,  Preta?
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2 comentários:

Mariê disse...

Dizer o que, Preto? Que o texto me pôs um riso bobo na cara? Que essa é uma linda declaração de amor? Obrigada?
Digo tudo isso e mais: te amo mais que nunca!

Marcello disse...

Riso que eu adoro. Obrigado eu. Te amo!