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sábado, 9 de abril de 2011

Há 41 anos, o fim de um novo começo...

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O fim já havia se insinuado há pouco mais de um ano. Naquela típica quinta-feira londrina, em 30 de janeiro de 69, The Beatles subiriam ao terraço da Apple e fariam, de improviso, a última apresentação de sua carreira. Insrtumentos plugados, breve repasse no som, e Get Back soou melancólica na tarde fria...

O clima era tenso. A gravação do White Album, de 68, fora marcada pela falta de unidade da banda. Brian Epstein havia falecido em 67, a escolha do novo empresário, Allen Klein, motivaria sérias discordâncias. George e Ringo estavam insatisfeitos, Paul e Lennon não se entendiam. Sem falar no desconforto causado pela presença constante de Yoko Ono nos ensaios e gravações, o que lhe renderia (injustamente) o rótulo de pivô da separação. Na verdade, há muito já havia ressentimentos, desconfianças, desavenças, inseguranças mútuas, depois de quase uma década de criativa e revolucionária parceria e estrondoso sucesso.

Pouco mais de um ano depois da lendária apresentação, em 9 10 de abril de 1970, Paul McCartney anunciaria oficialmente a dissolução da banda que sobrevivera há pouco mais de sete anos (com a formação clássica). Mas foram sete anos intensos, sete anos que abalaram a música...

The Beatles deixaram uma influência indelével. Rara a banda pop, ou pop-rock, ou das tantas vertentes do rock, que não os cite como influência. Como raro é o sujeito, seja de qualquer extrato social, faixa etária, sexo, raça, cor, crença, que não reconheça ao menos um acorde de ao menos uma de suas melodias, que foram regravadas, remasterizadas, recicladas, vertidas, sampleadas, reaproveitadas e cantaroladas pelos quatro cantos do planeta.

Certo é que, depois daquele dia, e embora estivesse ainda por ser lançado o penúltimo álbum gravado, Let it Be (o último foi Abbey Road, lançado no final de 69), não haveria mais o quarteto The Beatles. A partir daquele dia seriam quatro músicos independentes e um sonho... (que se desfaria dez anos depois com a morte trágica de Lennon).

Mas o legado ficou, e permanece até hoje. Em toda aquela década dos 60, cujo ocaso se fez marcar pelo fim oficial da maior banda de todos os tempos, um novo começo se anunciava para a música popular. Afinal, é impossível não perguntar: o que seria da música sem eles?...

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2 comentários:

Mariê disse...

Belíssima homenagem, Preto! Eu aprendi contigo a amar esse quarteto maravilhoso.

Uma pena a separação e uma pena, maior ainda, a morte precoce de Lennon. Imagino o que eles, juntos, ou ele, solo, ainda poderia criar.

Realmente é algo a se lamentar.


Marcello disse...

Preta, The Beatles é meio que a trilha sonora da vida de muitas pessoas. Acho que nunca mais outra vez...

Bj♥