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quarta-feira, 16 de março de 2011

66

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"Entre a parede e a espada, me atiro contra a espada", Elis Regina (17/03/45-19/01/82)
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Para quem estranhou o título, 66 é a idade que completaria hoje Elis Regina, não fosse a fatalidade daquele 19 de janeiro de 1982 que arrebatou a guria de 36 anos das vicissitudes desta dimensão.

Difícil imaginá-la aos 66...

Penso na Eliscóptero (Rita Lee inventou esse apelido), penso naquele jeito espevitado, naquele riso moleque, no vigor das interpretações, na energia da voz, tudo isso hoje requintado pela experiência, iluminado pela maturidade... Mas, como disse, é difícil imaginar.

Como lenitivo, ficaram os registros da voz mezzo soprano, mistura melódica e vigorosa de doçura e pungência. Ficaram também os registros dos espetáculos inovadores em que a Pimentinha apresentava em um mesmo show - e às vezes em uma mesma canção - emoções tão díspares quanto a melancolia e a felicidade.

É, ficaram os registros, os magnéticos, os digitais, os memoriais... Mas, apenas registros, como sombras na parede da caverna.

De certo é que a voz de Elis, seja cantando, seja polemizando, seja protestando, ainda ecoa por aqui, e ecoará por ainda muito tempo. Ela encantou, sumiu, foi fazer um novo concerto...




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4 comentários:

Mariê disse...

Inigualável. Ela "entra" na música de um jeito que fica impossível não sentir.

Loba disse...

à Elis pode-se aplicar a tal saudade eterna. quase 30 anos e não apareceu ninguém que estivesse ao menos a um degrau abaixo.

Marcello disse...

De acordo...

Marcello disse...

De acordo...