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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Quando eu crescer, quero ser juiz

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Ontem, no Roda Viva, quiseram massacrar o destemido Juiz Fausto De Sanctis.

Não conseguiram.

Ele conhece o que faz e sabe o que diz, por isso saiu ileso.

E com toda discrição e elegância, sem precisar ser arrogante, sem lançar mão de descortesias (ao contrário de alguns entrevistadores...).

Discrição e elegância, sim, mas com veios de irreverência – não dobrou a espinha, não capitulou, a despeito dos ataques desferidos com requintes de aleivosia.

Apesar do retraimento (não na qualidade de Juiz – impetuoso e corajoso que o é –, mas como figura desacostumada aos holofotes), De Sanctis é um tipo de rebelde, mas de uma rebeldia serena e sensata – o que não denota, absolutamente, nenhum traço de tolerância ou de deferência para com os donos do poder.

Ele se rebela, por exemplo, quando afirma (palavras minhas) que o sistema judicial brasileiro não funciona; ou que advogado de poderoso ameaça juiz de primeira instância e fica por isso mesmo; ou, ainda, que se sente desmoralizado junto às instâncias superiores por questões, digamos, exóticas...

Voltando ao programa, entrevistadores (?) e mediador (?), na pretensão do achaque, pareciam mais participar de um concurso de imbecis: medalha de ouro para o Marcio Chaer, prata para o Heródoto (com menção honrosa no quesito grosseria) e bronze para todo o resto (aqui incluso o insosso Sergio Lírio, de Carta Capital – talvez intimidado, talvez querendo demonstrar imparcialidade).

De resto – e ressalvado o deslumbre – gostaria mesmo era de ver o juiz De Sanctis sabe onde?

Lá mesmo, no STF...

Na vaga, quem sabe, do Eros Grau?...
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2 comentários:

Mariê disse...

Assino em baixo. O Chaer... nossa! tomei nojo. O Heródoto, muito grosseiro interrompendo sem parar (tava parecendo o Faustão).

O De Sanctis, sereno. Apesar da falta de ... esquci o nome, deixa pra lá (aquela coisa de não falar bem em público).

Que bom te ler de novo, Preto.

Marcello disse...

de acordo

valeu, Preta